domingo, 2 de janeiro de 2011

VIDA LONGA AO POVO

Talvez seja muita pretensão de minha parte, mas como sou um sujeito privilegiado. Nasci em 1965, no início do regime militar, fui filho do golpe, felizmente por ainda ser criança não senti o quanto foi dificil a vida de quem militou nessa epoca, minha vida política começou no final do regime, tive a honra de ser um dos fundadores do PT em Campo Mourão e fazer parte da primeira campanha do PT em Campo Mourão.
Outra honra é poder dizer "Lula-lá, meu primeiro voto pra você brilhar nossa estrela", como foi sofrido nossa derrota para os fdps do Collor e do FHC, parecia que a sina do pobre era realmente ser mandado e pisoteado por uma pequena elite, como cantava Duduca e DAlvan na musica "Espinheira", mas que nada, veio o novo milenio e com ele conseguimos enfim derrotar a elite e a grande midia de nosso país elegendo o brasileiro mais ilustre dos ultimos tempos Presidente da Republica, se não bastasse o privilegio de viver o inicio de um novo milenio, ainda pude viver a melhor decada desde que esse país foi invadido pelos europeus.
Agora iniciamos a segunda decada do milenio com outro fato espetacular, com a PRIMEIRA MULHER PRESIDENTE DO BRASIL.
VIDA LONGA A LULA E A DILMA, vida longa aos brasileiros.

UM MARAVILHOSO 2011 PARA TODOS





Nos últimos anos tenho esperado com muita expectativa um novo ano, os últimos anos foram de muitas dificuldades, e apesar de minha fase ateísta eu alimentava uma esperança de que o próximo ano pudesse por si só resolver meus problemas.
Felizmente 2010 foi um ano muito bom, apesar da morte de minha mãe, que após dois anos de luta pela vida não conseguiu resistir a sua cruel doença, consegui dar continuidade as mudanças na política de trabalho da Retibrasil, as quais haviam sido iniciadas em junho de 2009, e o balanço de final de ano não poderia ser melhor.
Então o ano começou de uma forma bastante tranquila, pedalando pelas estradas rurais de Mamborê na parte da manhã, e na parte da tarde fazendo um passeio gostoso por algumas cidades próximas, entre elas = Santa Helena, Pato Bragado e Marechal Candido Rondon.
Nada de promessas que nunca cumpro, mas 2011 promete ser muito melhor que 2010, muitas pedaladas, talvez faculdade, depende do vestibular, estréia do Caixeiro da Taverna, e quem sabe muitas observações interessantes para dividir com vocês que me honram vindo aqui para lê-las
UM MARAVILHOSO 2011 PARA TODOS.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PIQUINIQUE NO FRONT - Mostra fim de ano - Campo Mourão



Para nós atores da Cia. Mamborê de Teatro, foi maravilhoso apresentar o Piquinique no Front pela décima vez em Campo Mourão.
Não me lembro o ano certo, mas devia ser por volta de 1988, fazíamos faculdade, e conhemos o Carlos Soares. Os primeiros trabalhos que assistimos no anfiteatro da Casa da Cultura de Campo Mourão dificilmente completava-se 4 fileiras de espectadores.
Nos bastidores desta apresentação, antes de entrar em cena, comecei a pensar, que bobeira aceitar essa apresentação, depois de tantas, quem iria assistir mais uma vez? O Edivaldo comentou de um amigo que já tinha assistido o Piquinique cinco vezes e que desta vez não teve coragem de convidá-lo, o mesmo disse a Tania sobre a amiga Ivana, que inclusive tornou-se nossa amiga também, depois de tantos encontros devido ao Piquinique.
E para surpresa tinhamos quarenta espectadores, e que platéia maravilhosa, foi um dos melhores públicos que tivemos, apresentar foi uma delícia, dava pra sentir o carinho vindo deles.
Emocionante ver ali o meu amigo de fé, meu irmão, camarada Luis Davantel, incrivel, mas assistindo pela primeira vez, ver minha amiga de fé, minha irmã, camarada Maestelli, essa assistindo pela décima vez rsrsrs, me desculpe os outros trinta e oito, mas não vai dar pra citar todos é claro, mas os que foram pela primeira vez, ou os que já assistiram várias vezes, espero que se sintam abraçados, valeu, muito obrigado, nos encotraremos no ano que vem com = O CAIXEIRO DA TAVERNA.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

LULA AQUI

Post publicado no Conversa Afiada, reproduzindo frase de um discurso do Presidente Lula em Pernambuco, traz alguns comentários que traduzem o sentimento do povo brasileiro, achei legal divulgar:

“Não verei vocês até ano que vem. Mas estejam certos de uma coisa: eu disputei eleições em 1989, 1994 e 1998 e perdi. E, a cada vez que perdia, eu não me escondia. Eu voltava para a rua. Depois, ganhei 2002, ganhei 2006. Elegemos a companheira Dilma, que pode fazer um governo melhor do que eu fiz. Se quando eu perdia eu não me escondia, por que vou me esconder agora que eu ganhei?”

Otavio disse:
15 de dezembro de 2010 às 21:18

O “Lula” tem a obrigação de permanecer entre nós. O Luís Inácio até pode pegar uns meses de férias, merecidas, aliás. O Lula não. O Lula é nosso! Patrimônio do Brasil! Quem quer o Lula distante é a oposição e os agentes do PIG. Nós, por outro lado, queremos o Lula sempre por perto. Antes era “Lula lá”; lá no palacio, lá em Brasília, lá no governo. Agora é “Lula Aqui”; aqui pertinho da gente.


Alice disse:
15 de dezembro de 2010 às 18:52

Porque você Senhor Presidente, é o CARA.
Eu te amo.


Marko Plekhanov disse:
15 de dezembro de 2010 às 18:29

Porque você fala a língua do povo.
Porque você entende o povo.
Porque você é povo.
Porque você criou um Brasil melhor.
Porque você é brasileiro.
Porque você é o cara.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O importante é que emoções eu vivi







Ah o tempo, como passa, como é bom viver, mas como é complicado recordar. As recordações nos trás diversos sentimentos, depende muito do dia, da hora e é claro do momento psicológico em que a gente se encontra.
Essas fotos arrebentam o peito de saudades. Parece que foi ontem, no primeiro predio da Retimam que estivemos todos reunidos.
O incrível que para me reunir novamente com alguns de meus parentes foi preciso a Dona Virginia falecer, o velório foi em Bandeirantes onde hoje estão a maioria dos meus parentes.
Em Mamborê restamos apenas eu e a Neusa, por isso a sensação que o momento registrado nessas fotos não tenha acontecido.
Não me sai da cabeça uma musica do Padre Zezinho( riam que quiser rsrs), Utopia =
Utopia
Padre Zezinho
Composição: Pe. Zezinho
Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajuntava
Lá no alpendre a conversar
Meus pais não tinham
Nem escola e nem dinheiro
Todo dia o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar
Eu tantas vezes
Vi meu pai chegar cansado
Mas aquilo era sagrado
Um por um ele afagava
E perguntava
Quem fizera estrepolia
E mamãe nos defendia
E tudo aos poucos se ajeitava
O sol se punha
A viola alguém trazia
Todo mundo então pedia
Ver papai cantar pra gente
Desafinado
Meio rouco e voz cansada
Ele cantava mil toadas
Seu olhar no sol poente
Correu o tempo
E eu vejo a maravilha
De se ter uma família
Enquanto muitos não a tem
Agora falam
Do desquite ou do divórcio
O amor virou consórcio
Compromisso de ninguém
Há tantos filhos
Que bem mais do que um palácio
Gostariam de um abraço
E do carinho entre seus pais
Se os pais amassem
O divórcio não viria
Chame a isso de utopia
Eu a isso chamo paz.
Enfim, “o importante é que emoções eu vivi”

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ODIO E PRECONCEITO


Para justificar a derrota os demotucanos apelam de forma violenta, com muito odio e preconceito com frases como essa no Twitter. Esses idiotas preconceituosos que se acham melhores, muitas vezes por pertencerem a elite rica, e pior, outros que são pobres mas pensam que um dia serão ricos e reproduzem o mesmo pensamento da elite rica, não tem a capacidade de analisar os numeros, A Dilma venceu, e foi de forma brilhante como mostra essa analise no blog Os Amigos do Presidente Lula =


Dilma ganharia mesmo sem Nordeste.Serra só venceria com 99% dos votos em Minas
José Serra perderia mesmo se tivesse entre mineiros seu desempenho em São Paulo;

Dilma ganharia mesmo sem Nordeste

Nem Nordeste, nem Minas Gerais. O comportamento dos eleitores nessas duas áreas não explica, isoladamente, a vantagem da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra.

Dilma venceu por mais de 12 milhões de votos. Se houvesse empate no Nordeste, ela ainda teria 1,3 milhão de votos a mais do que Serra nas demais regiões do País.

Em Minas Gerais, o tucano perdeu por 58% a 42% - o que gerou comentários de que o ex-governador Aécio Neves não teria se empenhado o bastante para eleger o correligionário.

Qualquer que fosse o empenho de Aécio, ele teria sido insuficiente. Serra só venceria Dilma se conseguisse o impraticável índice de 99% dos votos entre os eleitores mineiros.

Em São Paulo, sua base política, Serra obteve 54% dos votos, oito pontos porcentuais a mais do que Dilma. Se repetisse esse desempenho em Minas, a virada lhe daria 1,3 milhão de votos, e tiraria o mesmo tanto da adversária. No final das contas, a petista ainda conquistaria a Presidência com 9,3 milhões de votos a mais .

A presidente eleita venceu em mais municípios do que o adversário: foram 3.878 (70%), contra 1686 (30%).

Nos municípios maiores - principal palco da batalha do segundo turno, pois foi neles que Marina Silva (PV) se saiu melhor na primeira etapa da eleição -, a performance dos dois foi mais equilibrada.

Houve 137 cidades em que o número de votos válidos superou a marca dos 100 mil. Neles, Dilma venceu em 71 (51%) e Serra em 66 (49%).

Nos municípios médios, com 50 mil a 100 mil votos válidos, o placar foi similar, em termos proporcionais: 77 a 67 para a petista (53% a 47%).

As 1.429 cidades com 10 mil a 50 mil votos válidos se dividiram da seguinte forma: 928 para Dilma e 501 para o adversário. Ou seja, 65% a 35%.

Nos micromunicípios, com menos de 10 mil votos válidos, a vantagem da candidata governista foi ainda maior: ela venceu em 2.801 cidades e perdeu em 1.052 (73% a 27%).

O desempenho de Dilma nas cidades menores não foi homogêneo em todas as regiões. Em São Paulo, por exemplo, ela perdeu em 237 das cidades com até 10 mil votos válidos e ganhou em apenas 143.

Nas cidades de pequeno porte, que costumam ter proporção maior da população vivendo em áreas rurais, a taxa de abstenção foi maior que nos grandes centros. Ou seja, a vitória da petista poderia ter sido ainda mais folgada se a ausência dos eleitores não fosse maior nas regiões em que se saiu melhor.

Redutos. Os mapas do desempenho eleitoral dos dois candidatos, publicados na página ao lado, indicam que Dilma teve o maior número de vitórias por larga margem - acima de 65% dos votos. São as áreas em vermelho-escuro, superiores em número às áreas em azul-escuro, onde Serra teve mais de 65% do eleitorado. Dilma teve vitórias por larga margem em praticamente todo o Nordeste, em boa parte do Norte e na parcela de Minas Gerais mais próxima da fronteira com a Bahia - área que concentra os municípios menos desenvolvidos do Estado.

Serra derrotou Dilma com mais de 65% em poucas áreas do mapa - elas se concentram em São Paulo e outros Estados do Sul e Sudeste.

O tucano teve desempenho destacado no Acre, Estado governado pelo PT desde 1999. Também venceu com larga vantagem em áreas isoladas do Centro-Oeste, como as cidades de Marcelândia e Nova Canaã do Norte, ambas em Mato Grosso.
Agência Estado

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fernando Morais: O Brasil já não fala fino com Washington

Saiu no Vermelho:


Fernando Morais: O Brasil já não fala fino com Washington


A rádio CBN entrevistou nesta quinta (28) duas personalidades renomadas da cultura brasileira sobre suas opções no segundo turno das eleições presidenciais. Um deles é o poeta Ferreira Gullar, eleitor de Serra. O outro é Fernando Morais, jornalista, escritor e ex-secretário de Cultura de São Paulo (no governo Quércia, quando criou a Universidade Livre de Música).
Gullar, que em tempos já idos foi um homem de esquerda, justificou sua preferência alegando conhecer José Serra desde os anos 1960 e elogiando supostas realizações do tucano contestadas por especialistas, como a viabilização dos genéricos, apresentada como resultado de uma luta contra as multinacionais do remédio, o que não corresponde à verdade, segundo o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite.

No mesmo tom da campanha demo-tucana, o poeta e ex-comunista disse que não vota em Dilma porque não a conhece e não confia em sua capacidade, um argumento pífio e de fundo machista, que exala ignorância em vez de sabedoria.

Dois exemplos

Já Fernando Morais, autor do livro A ilha (sobre Cuba) e de uma bela biografia de Assis Chateaubriand (Chatô), entre outras obras, foi bem mais convincente ao expor as razões pelas quais vota em Dilma e não vota em Serra. Leia abaixo o depoimento ( curto e grosso) do escritor à CBN:

“Eu voto na Dilma porque é a pessoa mais qualificada para dar continuidade ao período que é seguramente o período mais importante na história do Brasil nos últimos 50 anos. Desde Getúlio Vargas nenhum presidente promoveu transformações tão profundas quanto o Lula

“Vou pegar dois exemplos, em primeiro lugar o feito que foi tirar da miséria absoluta 30 milhões de pessoas, como a população inteira sabe. Isto significa 10 vezes a população do Uruguai , seis vezes a população da Dinamarca e não é esmola como dizem seus adversários. O Bolsa Família é um projeto de integração, de inclusão social, provavelmente um dos maiores já realizados no mundo.

“Depois, por outra razão que é a política externa independente. Provavelmente o Brasil, desde Horácio Lafer, não tem uma política externa tão altiva, tão independente, que o Chico Buarque resumiu muito bem: é uma política externa que não fala fino com Washington nem fala grosso com o Paraguai e com a Bolívia [o contraste com a diplomacia dos pés descalços de FHC é colossal]

“Não voto em Serra também porque conheço o Serra, sei quem é ele, é um desagregador, um dos poucos políticos que eu conheço que não tem amigos. O Serra foi a um cartório em São Paulo e registrou, escreveu num pedaço de papel ´vou ser candidato a prefeito de São Paulo e prometo cumprir o mandato até o fim´ . Assinou em baixo, José Serra, e no meio do mandato foi embora, largou a Prefeitura pela metade, entregou a prefeitura para o DEM, para a antiga Arena. Depois se elege governador, larga o governo pela metade

“Como é que eu posso colocar para presidir um país, que não é para ser gerente, o Brasil não é uma agência bancária, não é uma loja de banana, como é que vou colocar para dirigir um país de 200 milhões de habitantes alguém que não cumpre nem a própria palavra.

“Essas são as razões essenciais pelas quais eu não voto no Serra”.

Da redação, com CBN